10 de nov. de 2013

There's a light that never goes out

Algumas piadas perdem a graça com o tempo e isso é normal, mas ainda um bocado triste, se você pensar a respeito. Assim como todo aquele monte de coisas que a gente costumava achar tão importante uma vez, mas que agora mal se lembra exatamente do que se tratava. Estava pensando sobre isso esses dias quando, por acaso mesmo, vi um quote que dizia algo assim: “Muito do que existiu já se perdeu”. E, poxa vida, é verdade.
Um pensamento aqui, outro pensamento ali e assim milhões de informações vão se enfiando na nossa cabeça, como parasitas, tomando pra si o lugar das que estavam ali antes, que por sua vez se retiram sabe-se lá pra onde. Vão pro nosso subconsciente, segundo aquele meu professor bacana de filosofia, e ás vezes nem voltam mais: ficam lá mesmo, adormecidas. E assim, pronto: a gente esquece. Quer dizer, a gente simplesmente esquece. Conversas, medos, surpresas e dias inteiros: todos vão pro nossa lixeira mental depois de um tempo, sendo importantes na hora ou não. É claro que esse processo é necessário: é uma reciclagem dos nossos conceitos que tira tudo que não precisa mais e troca pelo novo e útil. Mas, mesmo assim, é uma grande pena pensar em como tudo, daqui há algum tempo, vai ter se perdido por aí. E – tudo bem, tá, eu sei – é uma visão bem deprimente da realidade, desnecessária até, eu diria, mas não deixa de ser verdade. É isso, bjsmil.

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